Volvo anuncia investimento de R$ 1 bi para a América Latina até 2019.

Volvo anuncia investimento de R$ 1 bi para a América Latina até 2019.

Para o desenvolvimento de novos produtos, melhorias na fábrica de caminhões e ônibus de Curitiba (PR) e incremento na área de serviços, o Grupo Volvo anunciou na última terça-feira (14) um gordo investimento para a América Latina. Entre os anos de 2017 e 2019, a empresa sueca vai aplicar R$ 1 milhão na região, sendo que, de acordo com o presidente da divisão brasileira da marca, Wilson Lirmann, 90% deste aporte será destinado para o mercado brasileiro. “A ideia é complementar a oferta [de produtos] e manter a dianteira”, reforça Lirmann. Segundo ele, a intenção da Volvo é continuar na liderança no mercado de caminhões acima de 16 toneladas de PBT (semipesados ou pesados), que tem como foco o transporte do agronegócio, distribuição de grandes volumes (como bebidas), mineração, entre outros. Na categoria de caminhões semipesados e pesados, a Volvo registrou participação de 28,8% em 2016, liderando pelo terceiro ano consecutivo. No entanto, o segmento fechou o ano com queda de 30% em relação a 2015, que inclusive havia apresentado retração de 55% em comparação com 2014. Foram 29,6 mil vendas – em 2013, no auge do setor, houve 103,7 mil unidades emplacadas. Por outro lado, a Volvo conseguiu registrar bons resultados nas exportações para outros mercados da América Latina. Em 2016, a marca teve crescimento de 30,6% nas exportações, gerando um aumento na fatia de participação das exportações na produção nacional, saltando de 29% em 2015% para 42% no ano passado. O Peru foi o mercado de destaque para a Volvo no ano passado, com liderança de 28% no segmento. Já na Argentina, embora a fabricante tenha registrado queda, passando de 12 mil para 10 mil unidades vendidas no ano passado, o market share teve aumento em seu percentual, passando de 8% para 16 por cento. Com o novo investimento, a Volvo projeta crescimento de 20% na Argentina e 5% no Chile em 2017, enquanto no Peru as vendas devem ficar estáveis. Já para o mercado brasileiro, a marca espera crescer 10% nas vendas de caminhões e de 10% a 15% na de ônibus.
Fonte: noticiasautomotivas

2017-02-17