CEO da Volkswagen admite conversar sobre parcerias com outras fabricantes.

CEO da Volkswagen admite conversar sobre parcerias com outras fabricantes.

O CEO do grupo FCA (Fiat-Chrysler Automobiles), Sergio Marchionne, já demonstrou interesse em uma fusão com outro grupo automotivo. Após investidas sem sucesso na direção de Ford, GM, Toyota e Volkswagen sua sorte parece ter mudado. Após divulgar lucro de 5,114 bilhões de euros em 2016, o CEO da Volkswagen afirmou que não descarta conversar com outras fabricantes a respeito de parcerias e que Marchionne pode falar diretamente com ele, não apenas com jornalistas. O mesmo CEO da VW, Matthias Mueller, descartou essa possibilidade na semana passada por conta das mudanças internas necessárias após o recente escândalo de emissões. Agora, voltou atrás, segundo informações da agência Reuters, e diz que “não descarta uma conversa”. Isto não se estende apenas à Marchionne, mas a qualquer fabricante. No caso de uma parceria entre Volkswagen e FCA, é possível uma redução nos custos de desenvolvimento de novas tecnologias, principalmente na corrida por autonomia, baixos preços e alto desempenho com veículos híbridos e elétricos. A recente aquisição da Opel/Vauxhall pela PSA tirou o grupo FCA da segunda posição na Europa e pode gerar dificuldades para o grupo nos próximos anos. Do lado alemão, ter parte das marcas americanas da FCA (Chrysler, Dodge, RAM, SRT e Jeep) pode facilitar sua vida nos Estados Unidos. Até 2013, Volkswagen e Chrysler tiveram parceria para a produção da VW Routan, baseada na Town&Country e fabricada pela Chrysler na cidade canadense de Windsor, vizinha de Detroit. A conversa entre os chefões de VAG e FCA ainda não ocorreu e, quando/se ocorrer, pode não ter continuidade. Assim, é cedo para especular a respeito dos efeitos de uma possível fusão a nível internacional e, principalmente, no mercado brasileiro. De qualquer forma, podemos estar diante do início da formação do maior grupo automotivo de todos os tempos.
Fonte: primeiramarcha

2017-03-16