Toyota quer emplacar 10 modelos elétricos até 2020

Toyota quer emplacar 10 modelos elétricos até 2020

Agora a Toyota finalmente decidiu que é hora de investir também em carros elétricos. A montadora japonesa desde sempre evitou entrar no segmento de carros movidos apenas por energia, focando seus esforços nos híbridos e mais recentemente nos híbridos plug-in, além é claro das células de combustível, já que acredita que o hidrogênio é o combustível do futuro.
Como a rival Honda não havia tomado posição e a Nissan decidiu aplicar seus esforços nos elétricos, parecia cômodo para a Toyota manter-se nessa posição, porém, com as crescentes vendas de elétricos puros e a evolução rápida das baterias, bem como o avanço de marcas como a Tesla, a gigantes nipônica não podia mais sustentar sua posição se quisesse continuar como líder mundial. Só a Volkswagen ter planos bilionários para liderar o mercado de elétricos nos próximos anos.
Assim, a Toyota anunciou um plano “para ontem” de US$ 13 bilhões para serem gastos até 2020. Trata-se de muito dinheiro em tão pouco tempo e nesse período, 10 modelos elétricos surgirão com baterias de lítio desenvolvidas em parceria com a Panasonic. Com tudo isso, a meta anual não poderia ser menor que um milhão de unidades, mas até 2030. Isso significa que a empresa não pretende brigar pela ponta com Tesla ou VW em 2025.
Shigeki Terashi, vice-presidente executivo da Toyota, disse: “Como montadora do mercado de massa, precisamos expandir nossa oferta de carros elétricos”. Para o fabricante, a previsão é de vender 4,5 milhões de híbridos, híbridos plug-in e elétricos em 2030, quando o mercado mundial terá pelo menos 26% das vendas representadas por esses três tipos de automóveis.
No entanto, para a Toyota, o desafio do novo mercado é a bateria. “Mesmo que desenvolvamos uma bateria de estado sólido avançada, não há como podermos produzir em massa por nossa conta”, explica Terashi, justificando a parceria estratégica com a também japonesa Panasonic. O que acontece no momento é que a produção de baterias está nas mãos de um seleto grupo de empresas, especialmente sul-coreanas como a Samsung e a LG Chem.
Nem se trata de nacionalismo ou algo do gênero, mas da capacidade destas empresas de atender a demanda. Por conta disso, as montadoras de porte grande estão fazendo acordos para serem mais do que clientes comuns, garantindo reservas de produção exclusivas e até mesmo indo até as matérias-primas para que esses fornecedores globais não deixem de atende-los na próxima década, garantindo assim uma cadeia devidamente abastecida. Para a Toyota, esse desafio está “em uma dimensão diferente”, de acordo com Terashi.

Fonte: noticiasautomotivas

2018-01-01