MINI Metro Runner deve estrear em 2023 com nova plataforma feita por BMW e Great Wall

MINI Metro Runner deve estrear em 2023 com nova plataforma feita por BMW e Great Wall

A BMW tem planos interessantes para os compactos de luxo da MINI, mas há um problema. De acordo com o site Automobile Mag, a montadora alemã descobriu que sua nova plataforma FAAR, que sustentará seus futuros modelos elétricos e híbridos plug-in não satisfaz em termos de custos, os requisitos da marca inglesa. Ou seja, ela é cara demais para os Coopers.
Atualmente, a BMW resolveu a questão com a plataforma UKL, que apoia não só a gama da MINI, como também alguns modelos da própria marca, entre eles X1, Série 1 Sedan e Série 2 Active Tourer, por exemplo. Mais modelos surgirão com essa base, que tem tração dianteira nativa por conta de motor e câmbio transversais.
Porém, para a nova geração da MINI, a UKL não servirá mais e era necessária uma nova base, de preferência com custo compartilhado. A primeira opção teria sido a Toyota, que é especialista em produzir carros compactos de tração dianteira. Mas, as conversações não geraram frutos e a montadora alemã teve que procurar um novo parceiro, que acabou sendo a Great Wall.
Em outubro de 2017, a BMW anunciou uma joint-venture com a Great Wall para produção de carros em Changshu. Até então, esta seria uma segunda linha de produção de veículos, já que a Brilliance era a única sócia local da empresa, desde 2003. Algumas fontes haviam dito que o negócio envolveria a produção de motores e outros que seriam carros elétricos, sendo mais provável a segunda.
Com a Great Wall, de acordo com o Automobile Mag, a BMW terá uma nova plataforma compacta que vai surgir em 2023, sustentando um novo modelo da MINI, que seria chamado Metro Runner. Mas não ficaria só nisso. Em seguida surgiriam os modelos MINI Metro Cruiser e MINI Metro Adventurer, variantes menores dos respectivos Clubman e Countryman. Porém, sem uma versão conversível do primeiro modelo, a gama parece totalmente direcionada ao consumidor chinês.
Aliás, a pretensão é de focar a produção na China. O Brexit, ainda sem um acordo entre Reino Unido e União Europeia, favorece uma mudança como essa. Esses novos modelos serão feitos juntos com novos carros da BMW nessa planta. Já o caso do MINI Cabrio é parte de um enorme corte que a BMW deve fazer nos próximos meses, segundo o site. O primeiro a ser deposto será o BMW Série 1 duas portas. Com ele, vão para o cadafalso o Série 2 Cabrio, assim como a minivan de sete lugares Série 2 Gran Tourer.
Em contrapartida, a BMW teria resolvido os custos da FAAR em relação aos modelos Série 2 Active Tourer e Série 2 Gran Coupe, ambos migrando para a arquitetura eletrificada. Isso não significa que os elétricos atuais seguirão em frente. O i3, por exemplo, deve ser rebatizado de iX1 e vendido como um crossover na próxima geração. A gama também vai dispor dos iX3 e iX5, todos com variantes longas para o mercado chinês.
Nas propostas futuras, que aparecerão em especial através de patentes, a BMW teria cancelado quase todos. O i5 morreu devido ao estilo tentar unificar minivan e crossover. O i9, que seria um elétrico topo de linha, será substituído por um i7 de tamanho menor. A marca alemã também teria definido um substituto para o i8 atual, que deve morrer em 2022.
Tal modelo, que seria o carro de imagem da BMW poderá ser um i8 modificado com motores e baterias mais potentes, modelo com parte central do i8 ou um carro totalmente novo feito em multi-material ao invés de fibra de carbono e alumínio. Em todos os casos será um híbrido plug-in com motor 3.0 de 340 cv ou um V8 de 600 cv, alcançando até 800 cv ante os atuais 362 cv do i8. Um superesportivo destinado a bater de frente com Ferrari e outros, foi cancelado em prol de um projeto em comum com McLaren e Daimler.
Fonte: noticiasautomotivas 

2018-01-26