Geely vira bicho papão e oferece US$22 bilhões pela Fiat Chrysler

Geely vira bicho papão e oferece US$22 bilhões pela Fiat Chrysler

Quem segura a Geely? Esta é a pergunta que fizemos em 16 de dezembro de 2017. Naquela ocasião, a montadora chinesa queria levar de forma amigável 5% das ações da Daimler por US$ 4,7 bilhões. Mas, a empresa alemã se recusou a dar privilégio para a empresa liderada por Li Shufu e o mesmo teve que buscar o que queira no mercado financeiro, onde gastou US$ 9 bilhões, mas levou 9,69% da composição acionária, se tornando o maior acionista individual da empresa.
Mas, se você achou que esse era um passo largo demais para uma montadora chinesa, então é melhor colocar as barbas de molho, pois a Geely não está de brincadeira e a mais recente oferta revelada sobre a empresa, é de cair o queixo. Como já se sabe, a Geely entrou com conversas com a FCA, mas Sérgio Marchionne disse que não interessa a venda da empresa, pois pretende focar na produtividade e rentabilidade.
Pois bem, houve uma oferta por parte dos chineses, de acordo com o site Automotive News, e essa foi de US$ 22 bilhões! Li Shufu teria viajado em maio de 2017 até a Itália, onde se encontrou secretamente com John Elkann, herdeiro da família Agnelli do grupo Exor, que controla a Fiat Chrysler. Nesse encontro, o bilionário chinês ofereceu US$ 20 bilhões pela empresa, mas a oferta foi recusada por ter sido considerada baixa demais. Dela ainda era composta a compra de 71% das ações de outros investidores.
Então, Shufu, através de seus emissários posteriormente, elevou a proposta para US$ 22 bilhões. Esta também foi recusada por Elkann. Daí, surgem algumas informações sobre o real motivo da recusa. O que parece ser é que a Exor quer fazer dinheiro com o desmembramento da Fiat Chrysler, vendendo as empresas em pacote, sendo esta uma posição revelada por uma fonte em anonimato.
Nesse caso, a FCA seria dividida em quatro partes, sendo uma delas a menos rentável, que seria Fiat, Lancia, Iveco, Chrysler e Dodge. Um segundo grupo envolveria as marcas americanas Jeep e RAM, bem rentáveis. Outro lote corresponderia às igualmente lucrativas Alfa Romeo e Maserati. Por fim, o quarto seria a venda da Magneti Marelli, o que deve acontecer esse ano, segundo Marchionne.
Outra fonte diz que Li Shufu teve sua oferta de US$ 22 bilhões aceita, mas sem Alfa Romeo e Maserati, o que fez o chinês desistir do negócio. Ainda no primeiro caso, a intenção da Exor era vender a parte deficitária (Fiat e companhia) para um fabricante chinês. Agora, não se sabe se o plano de Elkann ainda está de pé, pois Marchionne parou de buscar sócios e parece focar mais na busca por lucro da empresa do que dividir os custos.
Na outra ponta, a Geely acabou indo até a Daimler e conseguiu o que queria. Mas, de onde sai tanto dinheiro da marca chinesa? Dona da Volvo, a empresa converteu a Polestar em marca, ao mesmo tempo em que criou a Lynk & Co. Não satisfeita, domina a operação de táxi híbrido em Londres e comprou o controle acionário da Lotus, sendo agora também segundo acionista da malaia Proton. Ou seja, Li Shufu não para de comprar.
O ímpeto da Geely seria explicado pelas conexões políticas de Li Shufu na China, onde é membro de um conselho consultivo político ligado ao governo central e com grande influência pessoal em Pequim. Por conta disso, analistas dizem que não seria difícil para o executivo obter financiamento para a expansão do grupo fora do país, o que atende diretamente ao desejo da administração pública no sentido de ampliar a presença chinesa nos mercados globais. E agora, qual é o próximo alvo da Geely?
Fonte: noticiasautomotivas 

2018-03-12