Jeep confirma

Jeep confirma "mini SUV" e mais seis lançamentos na América Latina até 2022

Marca quer passar de 1,3 milhão de unidades fabricadas localmente até 2022 e SUV abaixo do Renegade é peça importante Principal marca do grupo Fiat-Chrysler Automobile na atualidade, a Jeep foi a primeira a revelar seu planos de ação até 2022: a ideia é lançar dois novos modelos por ano e crescer do atual patamar de 800 mil unidades na América Latina para 1,3 milhão. Importante pilar para este crescimento será a produção, também no Brasil, de SUV a ser posicionado abaixo do Renegade.
Haverá ainda aposta em outro utilitário de sete lugares para concorrer com Volkswagen Tiguan, Hyundai Santa Fe, Peugeot 5008 e companhia. Um terceiro pilar será a ampliação da rede revendedora pelo país.

Sete Novidades
Além dos dois modelos citados, a marca aponta renovações e chegadas para compor o restante da linha. No total, serão sete novidades para os próximos quatro anos:
- Mini Jeep (abaixo do Renegade)
- Nova geração do Renegade 
- Compass reestilizado
- Jeep de sete lugares
- Nova geração do Cherokee
- Nova geração do Grand Cherokee
- Nova geração do Grand Cherokee de sete lugares 

Além destas, a Jeep promete lançar ainda produtos que ficarão mais distantes do nosso mercado. UOL Carros aposta que a picape com a marca Jeep não deve ser vendida aqui, até como forma de evitar concorrência interna com a RAM 1500 -- que já foi confirmada para o nosso país. Haverá ainda o retorno de nomes clássicos como Wagoner e Grand Wagoner, novamente focando o mercado norte-americano. 
Voltando ao que nos interessa, o "mini SUV" também será lançado nos Estados Unidos em 2022 e será o novo "queridinho" da marca globalmente, como foi o Renegade há quatro anos. "Um carro menor do que o Renegade é muito interessante para nós e já estamos trabalhando ativamente neste projeto. Estamos vendo o mercado europeu cada vez mais comprando SUVs compactos, e pode haver um mercado muito importante na América Latina para nós", afirmou Mike Manley, chefão global da marca Jeep. 
A popularidade da marca em mercados importantes para a FCA -- como o próprio Brasil, onde o Renegade e Compass lideram as vendas dos principais sub-segmentos de SUVs neste momento -- e a boa receptividade ao novo Wrangler encorajaram a empresa a investir neste projeto. 
Abaixo de quatro metros
Especula-se que o "mini Jeep" aproveite a plataforma do Fiat Panda no mercado europeu. No Brasil, o veículo seria feito sobre uma derivação da base MP1 do Argo -- esta uma atualização da plataforma SCCS do Punto, e que também serve de base para os três modelos feitos em Pernambuco. Ou seja: compartilhamento de componentes não será problema. 
A Jeep afirmou que o veículo terá menos de quatro metros de comprimento -- como referência, o Renegade tem 4,23 metros de comprimento e o Ford EcoSport (antigo líder dos SUVs compactos) possui 4,22 metros. Produção pode acontecer em Goiana (PE), onde já são fabricados os outros dois SUVs brasileiros da marca "lameira" -- Renegade e Compass --, além da picape Fiat Toro; ou mesmo em Betim (MG), de onde sai o Argo.
Recém-apresentada na Europa, a família de motores FireFly turbo (com variantes de 1 e 1,3 litro) é cotada para equipar o futuro SUV, colocando-o em condições de brigar com Honda WR-V e o futuro crossover de mesmo porte que a Volkswagen desenvolve a partir da matriz MQB do Polo para lançar até 2021.
Adeus ao diesel
A jeep também afirmou que pretende investir pesado na "eletrificação" de sua linha, lançando 10 modelos híbridos plug-in e quatro veículos 100% elétricos também no intervalo até 2022. Além disso, cada modelo de sua gama terá uma versão híbrida ou elétrica até 2021.
A marca vai deixar de vender veículos a diesel na região do EMEA (Europa, Oriente médio e Àfrica), como parte da estratégia de abandonar os motores a diesel até 2022 nos principais mercados. A Jeep também pretende oferecer veículos com tecnologia de condução autônoma de nível 3 até 2021.


Fonte: UOL Carros

2018-06-02