O que é Gravame do veículo?

O que é Gravame do veículo?

Comprar ou vender um carro não é um processo relativamente simples. A complexidade se dá por demandar muita atenção do comprador/vendedor para analisar algumas questões burocráticas.

Além de averiguar o estado do automóvel, antes de fechar negócio, o cidadão que deseja adquirir um carro ou uma moto, precisa avaliar suas condições financeiras para arcar com aquele bem nos próximos anos/meses.

Nessa hora que é analisado todas as opções e facilidades existentes, entre eles: o financiamento, leasing, à vista, crédito direto ao consumidor e consórcio.

Ao falarmos de Gravame, estaremos falando especificamente do financiamento – uma das modalidades mais utilizadas entre pessoas físicas no Brasil.

Gravame
Podemos dizer que gravame é um cadastro que alguns veículos (financiados) possuem junto do Departamento Estadual de Trânsito, o Detran.

Ao mesmo tempo, esse carro também está alienado – palavra utilizada para essa modalidade – a uma organização financeira, um banco.

Quando um indivíduo opta pelo financiamento, embora o carro esteja no nome do cliente, esse veículo ainda pertence à financeira. Portanto, qualquer ação que você vier a fazer com aquele automóvel, o banco deve estar ciente.

É o gravame que tem o poder de vetar a transferência do carro para outra pessoa.

O proprietário só pode vender o bem após conseguir um gravame negativo e isso só é possível quando você quitar todo o financiamento e qualquer outro débito.

Conclusão, um carro com gravame não pode ser vendido. Tanto o Departamento Estadual de Trânsito quanto a própria financeira podem imediatamente anular essa negociação.

É possível fazer a consulta de um gravame? Como saber se existe?
Consultar se um carro, moto ou caminhão possui um gravame é muito simples. Ele fica registrado nas observações do documento do automóvel. É possível verificar no Certificado de Registro de Veículos (CRV).

Há também outro meio de verificar, no portal do Detran na internet você consegue checar se existe um gravame ligado aquele carro.

Lembrando que essa ferramenta é muito importante para os clientes, pois, ao terminar o financiamento, o banco precisa informar e atualizar o Departamento Estadual de Trânsito.

Há relatos de pessoas que ficaram impedidas de vender o carro porque a financeira não atualizou o Detran (dar baixa no gravame). Sendo assim, ao pagar a tão sonhada última parcela, entre em contato com o banco para solicitar a baixa no órgão estadual.

Caso isso não ocorra, o consumidor pode contar com o auxílio de um advogado, afinal, a prática é considerada falta de respeito com o cliente e o não cumprimento do que foi firmado.

Para você que está querendo adquirir um veículo que já teve ou está para finalizar o financiamento, não deixe de consultar todo o histórico antes de efetuar a compra.

Quanto custa para obter o Gravame do veículo financiado? É gratuito?

A resposta é não. Para obter ou retirar o gravame após quitar todas as parcelas, é preciso pagar e o valor varia de acordo com o Departamento Estadual de Trânsito de cada região.

Em Minas Gerais, sai por R$ 86,24; no Rio de Janeiro sobe para R$ 160,75; na Bahia, R$ 53,14; em São Paulo: R$ 204,28; no Paraná: R$ 53,43; no Espírito Santo: R$ 177,93; no Mato Grosso do Sul: fica em R$ 229,82; no Tocantins: 69,88; na Paraíba: R$ 83.32.

Os preços aqui apresentados foram consultados diretamente no portal de cada Detran na internet – podendo haver divergência. Recomendamos sempre entrar em contato com o órgão.

Agora ficou mais fácil entender o que significa gravame e se o financiamento é um bom negócio para você.

Entre as principais vantagens dessa escolha de pagamento: você sai com o carro mesmo sem ter todo o dinheiro; quanto maior a entrada, menores serão os juros; é viável o adiantamento das parcelas.

Porém, entre as desvantagens: o bem fica atrelado a uma instituição; os juros poderão ser altos; há burocracia para aprovação de crédito; parcelas atrasadas podem acarretar bola de neve e outros problemas.

Financiamento
Financiamento nada mais é do que um empréstimo do banco para lhe ajudar a adquirir um bem, aqui, por exemplo, um veículo. Com o dinheiro recebido, você pagará a loja e sairá com o seu carro.

No valor emprestado são embutidas algumas taxas de juros e encargos. Entre eles, o CET – Custo Efetivo Total.

Caso o consumidor não consiga arcar com os custos do financiamento, o banco pode pegar o bem de volta. Além disso, vendê-lo ainda ligado a uma financeira pode gerar algumas burocracias, isso porque o cliente deve informar e pedir autorização à empresa. Após quitar tudo, o veículo passa a ser então do dependente.

Antes de entrar em um financiamento, é importante saber que fazer a devolução do automóvel não significa que a dívida com a financeira será quitada.

Muitas pessoas acreditam que, ao não conseguir manter o pagamento das parcelas, basta devolver para o banco que não será cobrado mais nada. Contudo, essa prática não é verídica.

Deixar de pagar pode custar muito caro. A dívida com o banco vai aumentando, podendo virar uma bola de neve. No caso de apreensão, eles podem, inclusive, cobrar todas as despesas de guincho e pátio.

Pesquisar é primordial para quem opta pelo financiamento. Além dos grandes bancos, é possível contratar através das instituições financeiras das próprias montadoras. Por conta disso, os valores são divergentes em todos os lugares.

A indicação é pesquisar diretamente nos bancos, na concessionária e em uma loja de carros multimarcas.

É muito importante perguntar qual o valor final do carro e os juros que serão cobrados no empréstimo, aquele que mencionamos anteriormente: CET – Custo Efetivo Total.

Segundo o Serasa, Custo Efetivo Total corresponde ao valor total de uma negociação, incluindo: todas as taxas de juros, tarifas, tributos, gravames, IOF, registros, seguros e outras despesas que a empresa financeira pode ter com aquele acordo. Anualmente é atualizado o percentual (%).

Basicamente é um valor cobrado pela prestação de um serviço.

Sabe quando você compra um ingresso para o cinema ou um show através da internet e a empresa faz aquela cobrança chamada de “taxa de serviço/conveniência”? Essa prática não deixa de ser um Custo Efetivo Total e deve ser levado em consideração antes de efetuar a compra.
Fonte: noticiasautomotivas

2019-03-06