Impacto do transporte público nas mudanças climáticas é debatido em seminário

Impacto do transporte público nas mudanças climáticas é debatido em seminário

Os desafios para adaptar a mobilidade urbana às mudanças climáticas são o foco de seminário internacional que acontecerá na próxima quarta-feira, 30, em Brasília-DF. Apoiado pela Embaixada Britânica, o evento realizado pelo Ministério das Cidades em parceria com o Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP), discutirá a necessidade de adaptações no sistema de transporte público para reduzir a emissão de gases poluentes.
Durante o evento será realizado um estudo da Secretaria Nacional de Mobilidade Urbana (Semob) que servirá de base para a revisão do Plano Setorial de Transporte e de Mobilidade Urbana com foco na mitigação e adaptação às mudanças climáticas. A proposta é identificar as vulnerabilidades às quais o país está exposto, os impactos e as soluções. Um documento será apresentado com os resultados do projeto.
Entre os presentes estarão especialistas internacionais, representantes do setor público, de agências governamentais, da sociedade civil, de universidades, além de operadores de transporte.
O seminário começa às 9h e vai até as 17h30, no auditório do Ministério das Cidades. Também será transmitido ao vivo pela Internet no site do ITDP. Mais informações podem ser conferidas no link.
O seminário contará com a presença de especialistas internacionais, setor público, agências governamentais, sociedade civil, universidades e operadores de transporte, que pretendem discutir o tema e as medidas que podem ser adotadas para se adaptar, impactando menos os usuários e a cidade como um todo. O evento será  no auditório do Ministério das Cidades de 9h às 17h30 e também será transmitido na íntegra online e ao vivo no site do ITDP. A inscrição é gratuita. Mais informações e a programação no endereço eletrônico
PoluiçãoLevantamento do Banco Internacional de Desenvolvimento (BID) aponta que o setor de transporte representa 43% das emissões de gases que causam o efeito estufa. O estudo, realizado há dez anos, revelava já à época a necessidade de implantação de medidas urgentes de redução do impacto ambiental da circulação de veículos que poluem mais, principalmente ônibus movidos a diesel, e que provocam alterações climáticas decorrentes do aquecimento global.O Ministério das Cidades terá um incentivo da instituição financeira para desenvolver projetos de mobilidade urbana que vão reduzir a emissão de carbono em grades cidades. A meta é avaliar a redução potencial de gases causadores do efeito estufa no transporte coletivo urbano e não-motorizado. Outra proposta é aplicar os recursos na ampliação da malha cicloviária de cidades como Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE), São Paulo (SP) e Brasília (DF).
Mudanças climáticasRelatório da ONU (Organização das Nações Unidas), divulgado em 2014, alerta que foram quebrados recordes de poluição no planeta e que o homem tem 95% de responsabilidade sobre as mudanças climáticas. O problema se agrava em função de atividades como queimadas, geração de resíduos industriais e da queima de combustíveis fósseis, a exemplo do diesel e da gasolina.Isso pode ocasionar ou agravar problemas de saúde. Conforme a meteorologista e doutora em medicina pela USP (Universidade de São Paulo) Samya de Lara Pinho, ao chegarem ao pulmão, partículas emitidas por atividades humanas provocam uma série de danos a funções vitais do corpo. “Há estudos que relacionam a poluição a problemas cardíacos e pulmonares, além de aspectos relacionados à saúde maternoinfantil. Algumas pesquisas apontam que bebês cujas mães foram expostas à poluição nascem abaixo do peso e têm mais chance de desenvolver problemas pulmonares”, explica.Nas cidades, a mobilidade sustentável tem sido apontada como uma das principais alternativas para reduzir os índices de poluição. A recomendação é fazer trajetos a pé, de bicicleta ou no transporte coletivo sempre que possível.
Fonte: radarnacional

2016-03-29