Drogômetro começa a ser testado no RS e deve balizar legislação nacional

Drogômetro começa a ser testado no RS e deve balizar legislação nacional

Agentes de fiscalização de trânsito do Rio Grande do Sul começarão a usar o drogômetro nas operações. O início dos testes foi anunciado pelo Centro Colaborador em Álcool e Drogas do Hospital de Clínicas de Porto Alegre. Os resultados do uso do equipamento nas operações do Detran-RS e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) serão apresentados em outubro no Congresso Internacional de Álcool e Drogas e servirão de base para a homologação dos equipamentos e regulamentação nacional sobre detecção de drogas em motoristas.
Os testes fazem parte da pesquisa do Cepad com a Secretaria Nacional de Políticas de Drogas, que no ano passado iniciou estudo sobre a legislação de outros países e a identificação dos aparelhos, além de provas com voluntários. Inicialmente, cinco aparelhos serão usados nas blitze. No projeto-piloto serão 250 testes em motoristas. Serão entrevistados posteriormente 50 agentes que usaram o equipamento para buscar respostas sobre a aplicabilidade dos testes.
De acordo com o diretor-geral do Detran-RS, Ildo Mário Szinvelski, o processo de regulamentação deverá ser rápido após a fase piloto. Szinvelski ressaltou que o assunto já é debate na Frente Parlamentar em Defesa do Trânsito Seguro, da Câmara Federal, e seus membros estão comprometidos com a agilização do processo e regulamentação no menor prazo possível. “Tão logo seja homologado, o Detran-RS utilizará o equipamento em todas as suas ações de fiscalização. Com a intensificação do uso do etilômetro nos últimos anos, conseguimos um resultado positivo na redução de acidentes no Estado. Não tenho dúvidas que os resultados serão ainda melhores com o uso do drogômetro”.
Condutores que de qualquer forma não poderiam dirigir o veículo, flagrados sob efeito de álcool, serão convidados a fazer a pesquisa. Com o consentimento, os pesquisadores aplicarão ao condutor um questionário e coletarão amostra de saliva, que será testada nos aparelhos disponíveis e terá o resultado confirmado em análise laboratorial. O motorista que participar dos testes não será penalizado por um eventual resultado positivo e terá sua identidade preservada.
Utilizado em diversos países do mundo, como Austrália, Reino Unido, Estados Unidos e Noruega, o drogômetro consegue detectar várias classes de substâncias psicoativas. Os aparelhos que serão testados no Rio Grande do Sul detectam cocaínicos, canabinóides (maconha e derivados), metanfetaminas (incluindo os chamados “rebites”) opióides e benzodiazepínicos.

Fonte: radarnacional

2016-04-04