Goiás ainda tem problemas com uso de simuladores

Goiás ainda tem problemas com uso de simuladores

A poucos dias do prazo final de adequação acordada com o Ministério Público de Goiás (MP-GO) para instalação dos simuladores de direção, a maior parte das autoescolas ainda não instalou o equipamento, obrigatório nos processos de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). E isso tem preocupado o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-GO). Segundo o diretor da autarquia, Manoel Xavier, alguns empresários do setor resistem em implantar os simuladores. Dificuldades financeiras e a falta de equipamento a pronta entrega são as principais justificativas. Diante da ausência de proposta do setor, o sistema nacional chegou a ser bloqueado, inviabilizando o andamento dos processos. “A resolução é nacional, tanto que em outros estados os simuladores estão funcionando perfeitamente. Nossa preocupação é que essa resistência prejudique os candidatos”, afirma. Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Acre, Minas Gerais e Paraíba já implantaram o simulador. No Acre, já há resultados. “Já percebemos uma queda de 60% no índice de reprovação nas provas práticas”, revela Wallace de Souza Lima, proprietário do CFC Visão, de Rio Branco (AC). Os prazos em Goiás serão cumpridos, de acordo com Manoel Xavier. A partir de 18 de abril termina o prazo para Região Metropolitana, e 31 de maio, para o interior. Os CFCs que não se adequarem perderão o acesso ao sistema nacional. Na avaliação do presidente da Associação dos CFCs, Jader Naves, acredita que, até dia 18 de abril, os estabelecimentos cumprirão o prazo. “A empresa de simuladores está passando os contratos para os CFCs. A empresa foi escolhida por ter credibilidade.” Assim, ele espera não ter problema com o prazo estabelecido pelo MPGO. De acordo com o presidente dos CFCs, Belchior Queiroz, empresários aguardam a chegada de 10 a 20 equipamentos até maio. A empresa contratada trabalha em parceria com o sindicato para a implantação dos simuladores.

Exigência
A exigência da aplicação de cinco aulas no equipamento é estabelecida pela da resolução 543/2015 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2016. O Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), por meio de nota, reafirmou na última quarta-feira, dia 6, que a “obrigatoriedade do uso do simulador de direção veicular é irreversível”. A nota ressaltou ainda que não ofereceu prazo extra para o cumprimento da resolução. “Alguns Detrans passaram a divulgar que a implantação do simulador teria sido prorrogada por mais 180 dias, o que não é verdade”, cita a nota da entidade. Agora, as autoescolas da Região Metropolitana de Goiânia que não estiverem vinculadas ou possuírem simuladores até dia 18, não poderão continuar captando novos candidatos à CNH ou mesmo dando continuidade aos processos já iniciados neste ano.

Vantagens
Especialista no tratamento de pacientes com fobia do trânsito, a psicóloga e perita examinadora Terezilda Cândido Costa defende o uso dor. “É um avanço o candidato poder pegar as primeiras aulas no protótipo, aprender comandos, onde irá criar uma relação com veículo e entender que ele é uma extensão do nosso corpo”, pontua. Depois do contato inicial, adverte ela, é hora de ligar as simulações. “Isso facilitará o aprendizado. O candidato aprenderá sem risco para ele e para os outros”. Ela lembra ainda que é grande o número de acidentes que ocorrem com candidatos em aula. “Para o uso do novo equipamento, o instrutor deverá ter uma atuação forte, mas diferenciada”, diz Terezilda. Ela aponta que uma das formas de aprendizado do ser humano o chamado “ensaio e erro”. “Se eu erro e sou punida, não vou errar novamente. Então, o próprio instrutor terá que estar atento aos erros dos candidatos também no simulador”, enfatiza.

Fonte: radarnacional


2016-04-08