Pequenas batidas que podem dar grandes prejuízos

Pequenas batidas que podem dar grandes prejuízos

Uma batida em baixa velocidade. O para-choque pareceu pouco danificado. Bom, olhando por esse lado, aparentemente um reparo de pequena monta resolverá o problema e o carro voltará a ficar novo.

No entanto, a pequena “lesão” no para-choque pode ocultar um dano bem mais grave, que pode comprometer não só o bolso, mas também a segurança dos ocupantes do veículo. O problema é que os protetores são feitos para suportar impactos de até 8 km/h sem distribuir a energia (e os danos) para outros componentes da estrutura do carro.

Batidas no dia a dia que não deixam marcas ou são facilmente reparáveis escondem muitas vezes danos secundários à estrutura do veículo, que em primeiro caso ocorre na chamada crash-box, uma travessa colocada logo atrás do para-choque. O problema é que essa barra possui sensores do airbag.

Assim, em uma segunda colisão, se a travessa estiver danificada, as bolsas infláveis podem abrir mais cedo ou mais tarde, talvez nem mesmo abrir, por conta do dano anterior. Como o componente é um dos principais componentes que sofrem deformidade no impacto, a desaceleração medida pelos sensores pode ou não acionar os airbags.

Com a crash-box danificada, os custos de uma nova colisão podem ser enormes. Só o acionamento desnecessário de airbag varia de R$ 3.000 a R$ 10.000, dependendo do modelo. Radiador e condensador podem gerar mais de R$ 1.000 em custos para substituição, pois a travessa deformada não evitará os danos nesses componentes.

Mas a conta não para por aí. Com a travessa ruim, um impacto que poderia ter sido suportado se a mesma não estivesse danificada, pode entornar as longarinas da carroceria e assim afetar outros componentes. Só o reparado custa acima de R$ 3.000. Se ainda assim houver um segundo impacto, os custos dobram e até triplicam com a substituição de componentes.

Outro componente vital do automóvel que pode ser afetado por uma travessa deformada ou quebrada é o conjunto ótico. Além disso, o proprietário do carro com a crash-box danificada por estar passando o problema para um segundo dono, que nem desconfia do problema que está assumindo.

Mesmo na hora da reparação de riscos e pequenos amassados no para-choque, as oficinais reparadoras podem acabar nem vendo o dano na travessa e passam um orçamento da peça exterior, mas logo precisam alterar o valor do serviço quando se percebe que a barra precisa ser trocada.

O custo fica em torno de R$ 1.200, mas se o carro foi batido pela segunda vez, o valor pode subir para algo em torno de R$ 3.000, já que outros componentes podem ter sido danificados. Por isso, qualquer batida frontal que provoque pequeno dano ou mesmo riscos, precisa ser reparada em uma oficina especializada, pois a aparência ainda boa do para-choque pode ocultar algo muito ruim por dentro.

Fonte: Quatro Rodas

2016-08-01