Semiautônomo e com novidades, Classe E 250 chega ao Brasil

Semiautônomo e com novidades, Classe E 250 chega ao Brasil

Apresentado no Brasil na semana passada, o novo Classe E 250 é o grande passo da Mercedes-Benz rumo aos carros autônomos. Cheio de tecnologia, mas em abrir mão de motor forte e muita sofisticação, o sedã chega em três versões, com preços de R$309,9 mil (versão Avantgarde), R$319,9 mil (Exclusive) e R$325,9 mil (Exclusive Launch Edition, limitada a cem unidades e que possui como principal diferença as rodas de 19 polegadas, contra 18 polegadas dos demais).

Possibilidade de fazer o carro fixar-se entre as faixas e manter uma velocidade pré-programada já fazem, há tempos, parte do segmento dos carros de luxo. Mas os sete radares espalhados pelo veículo, além da câmera de ré e outros equipamentos, colocam o Classe E um passo à frente no que diz respeito à possibilidade de o carro, sozinho, resolver problemas nos quais o condutor se encontra - normalmente, por falta de atenção.

O sistema de reconhecimento de pedestres é notável. Mais de 10 mil figuras foram instaladas nos chips do Mercedes, que consegue diferenciar um animal e um humano. Quando detecta que uma pessoa está à frente do veículo (como alguém que, inadvertidamente, cruza o caminho), ele emite um sinal sonoro para o motorista frear. Se por algum motivo o conditor 'congela' e não pisa no pedal, sozinho o sedã aciona o freio e, se estiver a até 70 km/h, evita o atropelamento.

O sistema de estacionamento ajuda antes mesmo de as manobras começarem. Basta o motorista apertar um botão e o sedã começa a procurar uma vaga – horizontal ou vertical. Encontrado o espaço, ele faz as manobras, estaciona e desliga. Na Alemanha, já é possível, por meio de um aplicativo baixado no smartphone (por enquanto, só o Iphone), ligar o carro, fazê-lo sair da vaga e pegar o dono na porta do shopping ou do trabalho, em distâncias inferiores a 100m. A série de radares do veículo permite que ele não colida.


Mais amplo e tecnológico

Comparado ao seu antecessor, o entre-eixos do Classe E aumentou 6,5cm e chega a 2.939mm. E o comprimento total passa a ser de 4.923mm, 4,3cm maior que o anterior. Apesar disso, o automóvel emagreceu 65kg devido à utilização de metais mais nobres. No teste de cerca de 100km por ruas do interior de São Paulo, além de alguns exercícios de demonstração em pista fechada, o veículo mostrou bons trunfos. O sistema Agility Control altera a altura da suspensão e a rigidez dos amortecedores de acordo com o modo de pilotagem escolhido – Eco, Sport, Sport+, Comfort e Individual, montado pelo condutor. As reações do motor, do volante e do câmbio também são alteradas de acordo com o modo escolhido.

A tela de 12,3 polegadas dá um show de resolução, mas alegando ¿questão de segurança¿, os alemães abriram mão do sistema touch – o comando é feito por um tipo de mouse pad no console. O motor turbo de 211 cavalos funciona bem para a categoria, ainda mais porque o torque chega em baixíssimas rotações e o câmbio de nove marchas 'conversa' bem com o propulsor.

As saídas de ar têm um ar retrô. O requinte no estofamento (melhor que o de automóveis mais caros) e o conforto são típicos, nem é preciso ver a estrela de três pontas na grade para saber que trata-se de um Mercedes-Benz.

Fonte: Zero Horas Veículos

2016-10-27